Psiquiatria

Um psiquiatra é um médico que se especializou no diagnóstico, tratamento e prevenção em Saúde Mental. Tem assim a formação em Medicina Geral e a especialidade de Psiquiatria, reconhecida pela Ordem dos Médicos, aonde tem obrigatoriamente de estar inscrito.

Como médico pode fazer uma avaliação médica geral, uma avaliação psiquiátrica específica e, se indicado, prescrever a medicação mais adequada. Caso tenha efectuado ao longo da sua formação treino psicoterapêutico, estará também habilitado por uma Sociedade Científica devidamente reconhecida, a exercer esta competência.

Como resultado da sua longa formação e treino médicos, o psiquiatra é o especialista mais adequado para compreender as relações complexas entre os diversos órgãos e sistemas do corpo (incluindo também o sistema emocional/ cerebral) e a multiplicidade de doenças médicas.

Está assim, particularmente atento à interligação entre o soma (corpo) e a mente, ou seja, a inter-relação entre a doença física e mental. Algumas doenças psiquiátricas têm também sintomas físicos e algumas doenças físicas apresentam sintomatologia psiquiátrica. Citamos a título de exemplo a Fibromialgia, em que cerca de metado dos pacientes  apresenta sintomatologia psiquiátrica. Deste facto resulta a importância de qualquer perturbação psicológica dever ser avaliada numa primeira abordagem por um psiquiatra, para ser efectuado o despiste de eventual causalidade orgânica subjacente e muitas vezes não detectada.

Por exemplo, um doente com sintomas de depressão pode ter na sua origem uma disfunção endócrina, hipotiroidismo; de igual modo um doente com muitas queixas no aparelho gastrointestinal pode apresentar um quadro depressivo mascarado.

O psiquiatra é pelo exposto acima, o profissional de saúde mental (médico) mais qualificado para distinguir entre causas físicas e causas psicológicas de doenças físicas e mentais e para reconhecer o sofrimento emocional nas suas diversas manifestações, (somáticas e/ou emocionais).

Na consulta de Psiquiatria existe o propósito de estabelecer um diagnóstico clínico e elaborar um projecto terapêutico, numa perspectiva de acção terapêutica diferenciada. Podem ser sugeridas terapêuticas farmacológicas e/ou orientação para consultas de psicoterapia (efectuadas por psiquiatra ou psicólogo), ou consultas de psicologia com o intuito de serem realizados de testes neuropsicológicos que podem ajudar a confirmar uma hipótese diagnóstica. Se a situação clínica o justificar asseguramos, também, o acompanhamento em regime de internamento numa casa de saúde.

A medicação pode ser associada a tratamento psicoterapêutico. É importante referir que o alívio rápido dos sintomas, proporcionado pela medicação, facilita o próprio processo psicoterapêutico. Está hoje em dia provado cientificamente que a associação destas duas modalidades terapêuticas (medicação e psicoterapia) é mais eficaz do que cada uma separadamente. Mais ainda, a psicoterapia poderá não funcionar sem a associação a farmacoterapia e vice-versa.

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